No mês da mulher, empodere-se!

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O mês de março é marcado principalmente pelo dia 8, que é internacionalmente conhecido como o Dia da Mulher. Mesmo não parecendo, a discrepância entre o tratamento social, político e econômico entre homens e mulheres ainda é extrema, mesmo com evoluções de direitos.

No Brasil, a violência institucionalizada contra mulheres por seus maridos, parceiros e homens em geral pesou tanto, que em 2006 foi criado um dispositivo legal para punir crimes domésticos e violência doméstica, que ficou conhecido como Lei Maria da Penha.

O nome Maria da Penha homenageia a cearense Maria da Penha Maia Fernandes, uma farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado.

Em 1983, seu marido tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004, hoje está livre.

O Direito teve um papel fundamental para consolidar a lei, e cada vez mais estão sendo criados mecanismos para que a violência contra a mulher – qualquer que seja – fique no passado. Um desses mecanismos tem a ver com um passo muito importante para a dissolução da violência: o acolhimento da vítima. Por isso, aos poucos, cresce o número de Delegacias da Mulher e das Casas da Mulher Brasileira.

Nesses locais, uma equipe multidisciplinar com assistentes sociais e psicólogas podem ajudar as vítimas que se encontram fragilizadas por violência física ou psicológica. É importante que esse trabalho, que atrela tantos eixos da justiça e da igualdade entre os gêneros, cresça sempre.

Por isso, um dos principais passos para se empoderar hoje em dia, é denunciar o agressor, independente do tipo de agressão que foi lhe causada – psicológica, física ou mental. Em algumas regiões do Brasil, o número de denúncias aumentou drasticamente entre 2015 e 2016, em relação a anos passados. Isso não significa que as agressões aumentaram e sim, que as mulheres estão tomando mais coragem em denunciar.

 

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