Fosfoetanolamina: esperança para quem tem câncer

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Pílula do câncer ainda gera polêmica. Você é a favor ou contra o medicamento?

A fosfoetanolamina é uma substância sintética que vem sendo pesquisada no combate contra o câncer e que já foi distribuída pela USP e alguns pacientes. Porém, devido à grande procura e a suspensão as entrega da pílula do câncer aos pacientes, ela tem gerado muita polêmica.

Com decisões judiciais favoráveis, alguns pacientes ainda estavam conseguindo ter acesso a ela, mas o processo se tornou mais difícil.

A substância é pesquisada desde os anos 90 pelo professor Chierice, da USP de São Carlos, o qual também detém a patente da pílula. Com mais de 20 anos de pesquisa, resultados positivos em animais e mais de 800 pessoas, ele buscou a Anvisa 44 vezes para conseguir a liberação do medicamento, porém os pedidos foram negados com a argumentação de falta de dados clínicos suficientes.

Já não é de hoje que os pacientes passam por problemas. Sabemos que o plano de saúde para quem tem câncer nem sempre cobriu alguns procedimentos e somente recentemente tiveram novos inclusos após determinação da ANS.

Fosfoetanolamina: esperança para quem tem câncer

O funcionamento da pílula do câncer

A fosfoetanolamina também é produzida pelo nosso organismo e visa atuar como antitumoral, impedindo que as células cancerígenas se proliferem. A substância sintética deve ser ingerida por via oral e, ao entrar no organismo, vai ajudar a combater as células danificadas, pois funcionará como um sinalizador para o sistema imunológico.

Ela já foi testada em animais e teve resultados positivos. Apesar de já ser distribuída a pacientes com câncer há algum tempo, não se tem um estudo consistente com humanos.

Após a repercussão sobre o assunto, os estudos já estão em andamento, mas sem uma conclusão até o momento.

A liberação do medicamento

No Brasil, qualquer medicamento para ser comercializado ou distribuído aos pacientes precisa ser aprovado pela Vigilância Sanitária e seguir uma série de requisitos, mas ainda não há essa aprovação.

Apesar disso, a distribuição do medicamento divide a população e médicos, pois os pacientes que já a utilizaram afirmam melhoras e outros estão em busca da pílula. Já os médicos afirmam que distribuir a fosfoetanolamina sem estudos suficientes pode agravar ainda mais a saúde do paciente.

Para minimizar a dor dos pacientes e evitar atrasar a recuperação desses, a então presidente Dilma Rousseff autorizou a comercialização da fosfo. O projeto também foi aprovado no Congresso no dia 8 de março. Tanto que ele começou a ser produzida em maior escala para atender a grande demanda que vinha ocorrendo.

Apesar da liberação é preciso que haja um laudo médico comprovando a doença e que o paciente assine um termo de consentimento e responsabilidade. Mesmo beneficiando os pacientes, a comunidade médica e a Anvisa não aceitaram bem a decisão por conta dos riscos que podem estar envolvidos.

Apesar da polêmica, é garantido o direito à vida e à dignidade humana, segundo a Constituição Federal, sendo preciso garantir tratamento adequado aos cidadãos. Já a lei 8080/90 garante acesso gratuito aos medicamentos.

O que sabemos é que os pacientes com câncer no país nem sempre possuem o atendimento adequado e quando não contam com um plano de saúde, a situação tende a piorar.

Com base na lei, muito pacientes têm se valido dessas informações para garantir o acesso ao medicamento na justiça. Com a gravidade da doença e o indivíduo deve ter autonomia para decidir e utilizar aquilo que representa a última esperança para sua condição, as decisões têm disso favoráveis.

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